fbpx

O poder da imagem | Revista Carro

O poder da imagem

O poder da imagem

Renault Captur 1.5 DCi

Uma das grandes atrações do Salão de Genebra deste ano foi o Renault Captur, um crossover compacto baseado no Clio europeu (que não tem nada em comum com o vendido no Brasil). A fabricante aposta tanto no modelo que até ampliou os turnos dos trabalhadores na unidade de Valladolid, Espanha, para abastecer os mercados no Velho Continente.

Renault Captur 1.5 DCi

Mas será que o Captur justifica tamanha expectativa? Se você faz parte da maioria dos consumidores que, atualmente, prefere um veículo pequeno com visual off-road — mas não pretende sequer chegar perto de uma estrada não asfaltada — em vez de um monovolume compacto, a resposta é sim.

O porta-malas, com os encostos dobrados, não fica com o piso totalmente plano

Externamente, não se pode negar que o Captur agrada. O estilo vem do novo Clio e parece mais bem resolvido que o do Nissan Juke, por exemplo. Mas é por dentro que a novidade agrada mais. No painel, o quadro de instrumentos tem uma aparência futurista, com um velocímetro digital central, conta-giros à esquerda e indicador do nível de combustível à direita. Ao centro, um belo sistema multimídia completa o conjunto. – Publicidade –

Atrás, apesar do apoio de cabeça e do cinto de três pontos central, o espaço é bom para dois ocupantes. Os bancos podem ser rebatidos e são montados sobre trilhos

Atrás, o banco é corrediço em até 16 cm, o que proporciona versatilidade, já que se pode ampliar o espaço disponível no porta-malas. Contudo, não há como tornar o piso do bagageiro totalmente plano, o que dificulta a melhor utilização do compartimento.

O revestimento dos bancos dianteiros pode ser removido para limpeza

Para o motorista, o Captur oferece uma posição de dirigir 10 cm mais alta que o Clio, o que se traduz em um campo de visão mais amplo. Rodando, o crossover não agradou tanto quanto o hatch do qual deriva, mas ambém não se pode dizer que ele faz feio. A assistência elétrica da direção atua com perfeição, assim como a suspensão e os programas de assistência.

O interior tem aspecto moderno e agradável, com destaque para a central multimídia

A versão avaliada contava com o motor 1.5 dCi de 4 cilindros a diesel, mas já estão disponíveis também um 0,9 tricilíndrico e um 1.2, ambos superalimentados por turbo. O câmbio pode ser manual de 5 marchas ou robotizado com dupla embreagem.

Para os brasileiros, a boa notícia é que o Captur deverá aparecer em breve no país. A dúvida, por enquanto, é se o modelo será idêntico ao europeu — utilizando inclusive a nova plataforma — ou se será uma versão “tropicalizada”, ou seja, uma variação exclusiva para o nosso mercado, adaptada do Duster.

O porta-luvas é refrigerado e bastante aproveitável

Questionado pelo editor-chefe do Carro Online, César Tizo, sobre a possibilidade de lançamento do Captur no Brasil, o presidente e CEO do grupo Renault, Carlos Ghosn limitou-se a responder: “Tenha em mente que ele é um modelo global”. Para bom entendedor… – Publicidade –

 

Renault Captur 1.5 DCi Motor 4 cilindros, dianteiro, transversal, diesel; Cilindrada 1.461 cm³; Cabeçote 2 válvulas por cilindro; Potência 90 cv a 4.000 rpm; Torque 22,4 mkgf a 1.750 rpm; Câmbio manual, 5 marchas; Tração dianteira; Rodas liga leve, 16”; Suspensão dianteira McPherson; Suspensão traseira eixo de torção; Comprimento 4,12 m; Largura 1,78 m; Altura 1,57 m; Entre-eixos 2,61 m; Porta-malas 377 litros a 455 litros; Peso 1.170 kg.