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Empresa responsável por subestação no AP terá até março para divulgar relatórios

Empresa responsável por subestação no AP terá até março para divulgar relatórios

Empresa responsável por subestação no AP terá até março para divulgar relatórios

A Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE) terá até março do próximo ano para apresentar os resultados de análises técnicas para determinação da causa de falhas que levaram a um apagão no Amapá. O blecaute atingiu 14 dos 16 municípios do Estado, que ficaram sem energia elétrica por quase quatros dias seguidos de um racionamento que durou semanas.

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O prazo para apresentação dos documentos está previsto no relatório de análise de perturbação divulgado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) nesta segunda-feira, 7.

De acordo com relatório, em 3 de novembro, um curto-circuito danificou um dos transformadores da subestação Macapá, que pegou fogo. Na sequência, ocorreu o desligamento automático de um segundo equipamento, “causado por sobrecarga”, deixando o Estado no escuro. Já terceiro equipamento, que serve como “backup” para evitar apagões, estava em manutenção desde dezembro de 2019.

Assim como está no relatório, o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, afirmou que a queda de energia teve início com um curto-circuito, que pode ter sido causado por um “defeito estrutural”. “O curto circuito que gerou a explosão pode ter sido causado por efeito estrutural ou resultado da falha do isolamento da subestação”, afirmou em coletiva de imprensa no Ministério de Minas e Energia.

Segundo ele, a subestação Macapá só precisa de dois transformadores para suprimento do consumo de energia dos municípios atendidos, e reconheceu que o ONS tinha conhecimento de que um equipamento estava danificado. “Nesse evento perdemos dois transformadores. Mesmo com outro transformador se o evento tivesse ocorrido como ocorreu, e aí temos vários ‘se’, ainda ficaríamos com um transformador e isso aguentaria 60%, 70% da carga”, disse.

Ciocchi classificou o apagão no Amapá como de “baixíssima probabilidade. “Como já foi classificado: intolerável e inadmissível. Portanto, já adianto que o ONS, juntamente com o ME Ministério de Minas e Energia, e com a Aneel Agência Nacional de Energia Elétrica está elaborando um processo de comunicação mais ágil para que as situações próximas a esse limite sejam detectadas com maior intensidade”, afirmou o diretor-geral da ONS.

O relatório elaborado pelo ONS se restringe aos detalhes técnicos da ocorrência no Amapá e não apresenta culpados pelo apagão.O documento traz uma série de determinações com prazos a serem cumpridos. Já a punição dos responsáveis cabe à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O processo de apuração é longo e deve levar de seis meses a um ano.

A LMTE terá direito à ampla defesa no processo. A linha pertence à Gemini Energy, empresa que pertence aos fundos de investimento Starboard e Perfin, com 85,04% de participação, e à Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), autarquia do governo federal, com 14,96%.

“Nós não estamos procurando os culpados, mas existem responsáveis. No setor elétrico, a concessionária, o agente, ele é sempre responsável por toda administração de todo aquele ativo que ele tem sobre sua responsabilidade. Portanto, a LMTE tem a responsabilidade e já foi até penalizada pela indisponibilidade daquele transformador”, afirmou o diretor-geral do ONS.

Em nota à imprensa, a LMTE informou que a investigação sobre as causas do apagão “segue em curso”. “Qualquer apontamento sobre o que ocasionou a explosão do equipamento, antes que a investigação seja finalizada, é especulativo e não deve ser levado em consideração”, diz a nota.

A empresa também afirma que a retirada do transformador para manutenção foi previamente documento ao Operador Nacional do Sistema e que implementou todas as recomendações feitas pelo Gabinete de Crise instalado por conta do apagão.

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Estadão

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