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Sedãs médios em alta | Revista Carro

Sedãs médios em alta

Sedãs médios em alta

Competidores:

De série, os sedãs tem GPS, câmera de ré, sensor de estacionamento e câmbio automático

Citroën C4 Lounge THP: R$ 82.530 e tem bom custo-benefício, espaço interno e desempenho. Por quê? Além do motor moderno, o preço competitivo o posiciona bem no mercado.

Ford Focus Titanium: ele é caro na versão topo de linha (R$ 89.990), mas também é o mais bem equipado. Por quê? É a novidade do segmento e traz muitos equipamentos, além do motor 2.0 Direct Flex. – Publicidade –

Honda Civic EXR 2.0: Um dos carros mais tradicionais do mercado, essa versão do Civic sai por R$ 83.990. Por quê? Disputa o mercado com o Corolla há anos e é uma referência em termos de dirigibilidade.

Toyota Corolla Altis 2.0: É preciso desembolsar R$ 82.280 pela versão mais bem equipada do três-volumes. Por quê? Hoje é o vice-líder do segmento. Mesmo assim, deve ganhar uma nova geração em 2014.

 

Honda Civic e Toyota Corolla travam uma disputa intensa pela liderança no ranking dos sedãs médios mais vendidos no país há anos. Mas a briga nessa categoria começou a ficar mais interessante: além da chegada do Citroën C4 Lounge em agosto, o  novo Ford Focus acaba de desembarcar por aqui.

Esses novos sedãs oferecem motores modernos, listas de itens de série mais completas e o melhor: custam o mesmo que os veteranos. Assim, as marcas nipônicas terão de suar a camisa para não perder terreno com a entrada em cena dos concorrentes mais modernos, e quem ganha com isso é você. – Publicidade –

Para avaliarmos o melhor que esses sedãs podem oferecer, selecionamos as versões topo de linha de cada um deles. Toyota Corolla Altis 2.0 (R$ 82.280) e Honda Civic EXR 2.0 (R$ 83.990) são vendidos em versões únicas.  O Citroën C4 Lounge 1.6 THP automático (R$ 77.990), por sua vez, veio com a pintura metálica (R$ 1.290) adicionada e o chamado Pack Select, conjunto que, por R$ 3.300, acrescenta faróis de xenônio direcionais e  teto solar ao sedã. 

Já o Ford Focus Titanium 2.0 Powershift (R$ 81.990) veio equipado com o pacote Plus (R$ 8.000), que inclui faróis de xenon, luzes diurnas de LEDs, teto solar, sensor de estacionamento dianteiro, sistema de estacionamento automático e banco do motorista com regulagens elétricas. De acordo com a Ford, pelo menos até o fim do ano a versão Titanium do sedã será vendida somente com esse pacote opcional. Só depois haverá uma nova configuração, sem ele.

A princípio, o valor consideravelmente mais alto do novo Focus em relação aos concorrentes parecia um empecilho para que o modelo pudesse atingir uma boa colocação neste comparativo. Mas o sedã revelou um conjunto de benefícios louvável e conquistou a primeira posição na contagem dos pontos de nossa rigorosa avaliação.

Dono de um ótimo conjunto de freios, suspensão, direção e câmbio de dupla embreagem, o Focus mostrou ser o veí­culo mais agradável de dirigir entre os avaliados, tanto para quem deseja mais conforto, quanto para os adeptos da condução mais esportiva. Ele consegue reunir a maciez e a suavidade ao rodar do Corolla com a firmeza e o comportamento dinâmico do Civic, ou seja, o melhor de dois mundos. O C4 também mostrou ótima estabilidade e bom nível de conforto, mas não oferece as mesmas respostas do rival da Ford, principalmente em condução mais rápida.

Na hora de exigir o desempenho máximo na pista de testes, o motor 2.0 Duratec Direct Flex de 178 cv e 22,5 mkgf de torque (com etanol) do Focus agradou pelo funcionamento linear e vigoroso. Mesmo assim, ele ficou para trás em relação ao torque imediato proporcionado pelo 1.6 turbo com injeção direta do Citroën C4 Lounge. Com 24,5 mkgf e 165 cv, o rival francês acelerou de 0 a 100 km/h em 8s5 e também dominou todas as provas de retomada, enquanto o modelo da marca americana necessitou de 9s4 para atingir a marca e ficou em segundo lugar na prova de retomada.

Honda Civic e Toyota Corolla, em contra partida, necessitaram de 10s4 e 10s2, respectivamente, para cumprir a prova de 0 a 100 km/h. Na hora de frear, o C4 Lounge voltou a mostrar bons resultados: vindo a 120 km/h, precisou de 54,4 m para atingir a imobilidade, enquanto o Focus só estancou após percorrer 57,3 m. Os rivais japoneses registraram um empate técnico: o Civic percorreu 60,3 m, enquanto o Corolla, 60,1 m.

O C4 Lounge THP é o único modelo deste comparativo equipado com motor a gasolina — o que lhe proporciona médias de consumo melhores. Ajustando os números do Citroën em 30% (porcentagem média que um veículo consome a mais quando abastecido com etanol, em relação a gasolina), no entanto, suas médias ficaram em 5,8 km/l em ciclo urbano e 9,2 km/l em estrada. 

Também abastecido com o combustível de origem vegetal, o Focus Titanium obteve boas médias de 6,1 km/l em ciclo urbano e 12 km/l em rodovia. Já o Civic marcou 5,9 km/l e 10,9 km/l, respectivamente, enquanto o Corolla registrou as marcas menos empolgantes: apenas 5,5 km/l e 9,7 km/l.

Civic e Corolla são conhecidos por oferecerem bom espaço interno, mas o C4 Lounge surgiu como uma nova referência neste quesito: embora a área para as cabeças seja equivalente à dos demais deste comparativo, o espaço para as pernas é bem maior, proporcionando muito conforto aos passageiros que lá se acomodam.

O Focus, por sua vez, deixou a desejar: motorista e passageiro do banco dianteiro ficam bem acomodados, porém, a área para pernas dos ocupantes atrás é apenas razoável, ficando aquém das expectativas. E, o seu porta-malas, além de ser o menor do comparativo — 421 litros de volume, contra 470 l do Corolla, 450 l do C4 Lounge e 449 l do Civic —, ainda apresenta o mesmo problema que os rivais  nipônicos: as hastes da tampa do compartimento invadem o espaço, podendo amassar malas ou outros objetos no bagageiro. Nesse quesito, a solução empregada no C4 Lounge (braços embutidos) é a mais inteligente.

Os sedãs aqui reunidos são, como era de se esperar, bem equipados. Entre os seus principais itens estão sistema de freios com ABS, direção assistida, ar-condicionado de duas zonas (e apenas o C4 Lounge oferece saída de ar exclusiva para o banco traseiro), trio elétrico, sistema multimídia com navegador integrado, sensor de estacionamento traseiro, câmera de ré, rodas de liga leve, revestimento interno de couro, faróis de xenônio, câmbio automático (robotizado no Focus), entre outros. O Corolla, porém, fica para trás do grupo por ser o único a não oferecer controle de estabilidade e teto solar, itens presentes nos demais modelos.

Focus e C4 Lounge vão ainda mais longe e trazem sensores de estacionamento na dianteira, seis airbags — são quatro no Honda e no Toyota — faróis direcionais, alerta de obstáculo em ponto cego, partida sem chave e retrovisores rebatíveis eletricamente. Além da ampla lista de itens, o modelo da Ford ainda avança em relação ao rival francês ao oferecer ajustes elétricos do banco do motorista, comandos por voz (Sync) e sistema de estacionamento automático — tecnologia herdada do seu irmão maior, o Fusion, e que não está disponível mesmo em modelos mais caros das concorrentes no Brasil. São equipamentos que contam muito, mesmo em um automóvel dessa categoria.

Embora o Focus Titanium Powershift não tenha brilhado em todos os testes e exiba resultados apenas medianos em alguns quesitos, o equilíbrio entre as suas características, a tecnologia embarcada e o prazer ao dirigir lhe deram a maior pontuação nesta avaliação. Mas não foi uma vitória tranquila: o Citroën C4 Lounge THP mostrou muitas qualidades, e com seu bom desempenho, custo-benefício atraente e bom espaço interno, ficou apenas 1 ponto atrás do Ford. Honda Civic EXR 2.0 e Toyota Corolla Altis 2.0 são modelos ainda bem conceituados em nosso mercado, mas estão desatualizados frente à concorrência. Precisarão correr para se enquadrar nos novos padrões exibidos pelos rivais. Bom para o consumidor.

 

Nossa conclusão:

1) Ford Focus Titanium 2.0: 8,2

A vitória do Focus poderia ser menos apertada se o sedã oferecesse melhor espaço no banco traseiro e se não fosse tão caro na versão topo de linha. Mas, verdade seja dita, o novo três-volumes da marca americana elevou o nível do segmento para outro patamar: ele é confortável, tem ótima dirigibilidade, o motor 2.0 Duratec Direct Flex agrada, e ainda traz muitas das tecnologias de ponta da marca. Ele mereceu a vitória.

 

2) Citroën C4 Lounge 1.6 THP: 8,1

A Citroën não facilitou a vida do Ford Focus com o C4 Lounge THP. Além do ótimo espaço interno, ele foi o melhor nas provas de desempenho em função do motor 1.6 turbo — com muita força em baixas rotações. Seu custo-benefício e baixo preço do seguro são altamente atraentes, assim como a lista de itens de série. Porém, ele  não é tão interativo quando exigido ao limite, e não oferece tanta tecnologia quanto o Ford nessa versão.

 

3) Honda Civic EXR: 7,7

Embora mais atualizado que o Toyota Corolla Altis, o Honda Civic EXR não faz frente aos novos rivais, quando avaliados nas versões topo de linha. Ele é agradável de dirigir, mas, além de não oferecer o mesmo nível de equipamento dos concorrentes, tem seguro e preço muito elevados.

 

4) Toyota Corolla Altis: 7,5

A última posição do Toyota Corolla Altis não significa que ele é um veículo ruim, mas aponta que a concorrência oferece produtos mais modernos no mercado — e pelo mesmo preço. O Corolla Altis consome muito combustível, tem desempenho mediano e não tem tantos itens de série.

 

Opinião de Wilson Toume:

Particularmente, sou fã do Honda Civic desde 2006, com o lançamento da geração anterior à atual. Mesmo assim, é quase impossível  deixar de reconhecer a estratégia certeira da Ford com o novo Focus. Embora já exiba visual defasado em relação aos carros mais recentes da marca (como o New Fiesta e o Fusion), o Focus ainda agrada e, principalmente, inova com um nível de equipamentos nunca visto antes em modelos desse segmento. Sem falar no moderno motor .  

Opinião de Leonardo Barboza:

Os japoneses que se cuidem! Apesar de serem conhecidos como veículos de qualidade e robustos, os sedãs orientais estão ficando para trás com a chegada dos concorrentes de última geração. Após o Citroën C4 Lounge, foi a vez da Ford exibir o novo Focus, que chegou trazendo um nível de tecnologia antes vista apenas em veículos mais luxuosos, como injeção direta de combustível e sistema de estacionamento automático. Com tantos atrativos, o Focus me impressionou bastante, e por isso, o meu voto fica com ele.