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Compactos mão aberta | Revista Carro

Chevrolet Onix LTZ

Chevrolet Onix LTZ

Competidores   Chevrolet Onix LTZ 1.4 – A novidade da Chevrolet na versão topo de linha sai por R$ 44 690.       Por quê? A configuração mais bem equipada pode encarar tanto os rivais de entrada completos quanto os compactos premium.     Citroën C3 1.5 Tendance A opção intermediária custa R$ 42 990, com para-brisa panorâmico.    Por quê? Referência entre os compactos premium, ele é mais caro, mas traz mimos que compactos convencionais completos não têm.   Citroën C3 1.5 Tendance   Volkswagen Gol 1.6 Highline Sem opcionais, ele parte de R$ 44 180 nesta versão.   Por quê? Quando se fala em compacto, ele tem de estar na lista. A nova geração traz opcionais que você nunca imaginou ver num Gol.        Volkswagen Gol 1.6 Highline   Donos de uma infinidade de versões, motores, acessórios e opções de personalização, os hatches compactos são os “queridinhos” do Brasil. Afinal, mais de 55% dos carros vendidos no Brasil até outubro são hatches compactos, incluindo desde o Ford Ka até o Audi A1. A adoração do brasileiro por eles vem, sobretudo, do preço acessível de grande parte da gama. Mas não se pode esquecer as características que são realçadas a cada lançamento e que cativam cada vez mais compradores, como a praticidade e a versatilidade na utilização e o estilo mais jovial desse tipo de carroceria. Além disso, os hatches estão cada vez mais equipados e com um certo requinte a bordo.    Exemplo claro disso é o que a GM preparou com o Onix, o mais recente do segmento. Em sua versão topo de linha, que sai por R$ 44 690, ele traz o MyLink, um sistema que, associado a um celular do tipo smartphone, permite conectar à internet, além do conteúdo do telefone, como agenda, mensagens, fotos e músicas. E isso é artigo raro por aqui, tanto que, na própria marca, o Cruze Sport6 LT, um carro de R$ 64 490, ainda não tem o equipamento, nem como opcional ou acessório.    Por esse preço e com itens de série como ar-condicionado, airbags, freios ABS, trio elétrico, rodas de liga leve aro 14” sem acréscimo de preço, o Onix também incomoda os compactos premium, ou seja, aqueles que nasceram bem equipados e mantêm os valores entre os compactos “de entrada” topo de linha e os hatches médios mais básicos.    Assim, colocamos frente a frente com o Onix o Citroën C3, que desde a sua chegada ao país defende a bandeira premium no segmento, sem vacilar no requinte.    A versão 1.5 Tendance do C3 sai por R$ 42 990, e conta com o belo para-brisa panorâmico entre outros itens de série. Na outra ponta da gangorra, colocamos o VW Gol 1.6 Highline, que, por R$ 44 180, traz direção com assistência hidráulica e ar-condicionado de série. Porém, ele passou a oferecer opcionais como o sensor de estacionamento com visor no monitor do rádio, rodas de liga leve aro 16” (R$ 1.251) e até revestimento de couro sintético (R$ 623).   O C3 chega bem perto do Chevrolet, pois traz o conjunto “ar, direção, trio elétrico, airbags e ABS” associado ao já citado para-brisa, belas rodas de liga leve e até luzes diurnas de LEDs por um preço menor. O pecado do francês é usar um sistema de som com uma aparência tão comum que você poderia comprá-lo em qualquer hipermercado. Não deixa de ser um vacilo, em tempos de conectividade máxima.   Já o Gol esbarra na falta de aptidão para concorrer com a dupla tão bem equipada. Para chegar próximo ao nível dos rivais, a VW pede R$ 2.240 pelo conjunto “rodas de liga leve aro 15”, computador de bordo I-System e MP3 player e volante multifunção”.    Após se decidir sobre os equipamentos que vão influenciar no seu conforto no dia a dia, não se esqueça de que a ergonomia é fundamental. E vai uma dica: se você tiver mais de 1,80 m, é bom conhecer o Onix de perto antes de comprá-lo. A exemplo do que acontece com o Agile e com o Cobalt, no Onix o banco do motorista é bem elevado, e mesmo na posição mais baixa ele ainda fica alto. Tal posição é ótima para as pernas, mas ruim para a cabeça. Em função disso, o painel e o volante situam-se muito abaixo da posição comum e o retrovisor interno fica bem próximo da cabeça dos mais altos. Outra falha está nas portas, cujos puxadores estão em uma posição bem incômoda.   Apesar de ter os ajustes mais simples e o acabamento mais espartano dos três, o VW oferece a melhor posição a bordo. Os retrovisores, a amplitude das regulagens e a posição perfeita do volante contribuem para a excelente harmonia entre homem e máquina. Coisa de alemão.   O Citroën segue a linha do Gol, oferecendo amplo espaço para quem viaja na frente com bancos muito confortáveis, dotados de abas laterais que seguram bem o corpo nas curvas. Com o para-brisas panorâmico, a sensação de amplidão é ainda maior. Parece que você viaja a céu aberto, mas sem “fritar” sob o sol. O C3 também oferece um acabamento superior ao dos rivais, com o uso de materiais que transmitem boa impressão de qualidade. O interior do Onix só causa surpresa em função do monitor do MyLink. De resto, ele é tão simples quanto o do Gol, ainda que a cabine do VW transmita uma impressão melhor graças ao tratamento dado a algumas peças, como as bordas das saídas de ar e o painel simples, mas bem-acabado.    Contudo, quando se passa para o assento traseiro, a vida no C3 complica-se. Talvez por ter o maior porta-malas entre os três (300 litros de capacidade), o espaço para os ocupantes acabou sacrificado. É difícil que dois adultos sintam-se bem ali em longos trajetos. No Onix não é muito diferente, já que o banco traseiro é bem alto. O melhor dos mundos, neste comparativo, está no VW Gol. Mesmo sem ser revolucionário, o veterano trata os seus passageiros com mais gentileza.   O Gol também leva a melhor no comportamento dinâmico, da suspensão ao desempenho. Mesmo equipada com rodas de 16”, a unidade avaliada não sofreu ao passar por valetas e trechos com piso castigado. A conhecida excelência do câmbio e o torque do motor 1.6, de 15,6 mkgf a apenas 2 800 rpm, garantiram mais prazer ao dirigir. O VW também traz uma direção mais precisa e equilibrada.   O Onix, apesar do motor 1.4, o menor do trio, também foi bem nas provas de desempenho. Auxiliado por um câmbio bem escalonado e de engates precisos, ele ficou apenas 0s5 atrás do VW Gol na aceleração de 0 a 100 km/h e 0s3 para arrancar de 0 a 400 m.    Por outro lado, quem vive na cidade vai se incomodar com um motor que só atinge a sua faixa ideal de torque a 4 800 rpm. Prova disso está nos números de retomada, tendo sido o Chevrolet quase 5s mais lento que o VW para ir de 60 a 120 km/h em 5ª marcha. Pelo menos, a suspensão mostrou a mesma robustez do VW Gol para encarar buracos. Só não se pode querer que ele faça curvas com a mesma astúcia. Não que o conjunto seja desequilibrado, mas, na comparação com os dois rivais, o Onix balança mais em altas velocidades e desgarra a traseira antes deles.   O Citroën C3 apresenta-se com um conjunto confiável de dirigibilidade, direção leve e suspensão firme, sem exagerar na dureza. Os solavancos só são sentidos quando o carro está carregado com três ocupantes e bagagem. A decepção ficou por conta do desempenho do motor 1.5 de 93 cv: o Citroën precisou de 13s para acelerar de 0 a 100 km/h e de demorados 19s para retomar de 60 a 120 km/h em 4ª marcha, mas é bem melhor que o antigo 1.4. A boa notícia para quem se encantou com o novo C3 foi o nível de consumo com etanol, com média de 9,8 km/l. Ele perdeu por pouco para o Onix, que obteve média de 10,1 km/l com o combustível de origem vegetal. O Gol, com motor maior, não passou de 9,1 km/l na média ponderada.   Mas, se por um lado o Volkswagen consome mais e tem o preço de seguro mais alto (R$ 1 980, em média, pela cobertura anual, contra R$ 1 876 do Citroën C3 e apenas R$ 1 200 do Chevrolet Onix), por outro ele dá um banho no custo de manutenção. De acordo com o nosso levantamento, as revisões de um VW Gol 1.6 com ar-condicionado não passa de R$ 783,87 até os 30 000 km, valor que chega a R$ 1 209 para quem adquirir um Citroën C3 Tendance 1.5. A General Motors também “salgou” os preços das revisões do Onix, que chegam a R$ 1 140 para a versão LTZ 1.4, o que é muito alto para um segmento quase popular.   No fim das contas, chegamos a um resultado inesperado: um empate técnico entre os três compactos, com média 7,0 entre as 38 notas. Mas há uma ligeira vantagem para o Gol, que alcançou boas notas nos quesitos propulsão e comportamento, algo que pode fazer você “abrir a mão” para equipá-lo. O Onix merece o respeito de quem procura bom custo-benefício e o C3 agrada a quem busca um carro completo, sem ter de escolher opcionais. Com os três, seu dinheiro será bem gasto. Palavra de um mão de vaca!    1º Volkswagen Gol 1.6 Highline   Mais que o “você conhece, você confia” de sempre, o Gol teve ligeira vantagem na disputa por ser o carro que é, não pelo que oferece. Apesar de ser a opção mais barata, sua lista de equipamentos de série beira o ridículo, afinal, atualmente direção hidráulica é de série até em carro 1.0 básico, e é só o que ele traz! Porém, a bordo você se sente em um carro de valor maior, pela capacidade que ele tem de entregar o torque, a dirigibilidade e a estabilidade nas horas certas. O Volkswagen também deu um baile na concorrência na hora da manutenção. Com mais tempo de garantia e uma lista de equipamentos decente, faltariam ruas para tantos VW Gol!    Pontos positivos: Um carro prazeroso de dirigir, confortável para conviver e barato de manter, mesmo nas concessionárias.   Pontos negativos: Deveria vir com mais equipamentos de série. O seguro, em média, também está mais caro que o dos rivais.   Volkswagen Gol 1.6 Highline   2º Chevrolet Onix 1.4 LTZ    É um carro agradável, que anda relativamente bem, consome pouco e vem recheado de equipamentos na versão topo de linha, que não é tão cara pelo que oferece. O MyLink, por exemplo, é um item de série que você não vê nem em modelos mais caros da própria Chevrolet. Mas, cá entre nós, o Onix poderia ter sido projetado com mais cuidados. O banco do motorista muito alto e o espaço medíocre para a cabeça dos que viajam atrás são falhas que carros mais atuais não têm. Seu bolso também vai reclamar por ter de pagar tão caro nas revisões a partir dos 20 000 km, algo primordial para que você possa usufruir dos 3 anos de garantia do carro.     Pontos positivos: recursos de conectividade, consumo de combustível  Pontos negativos: posição de dirigir, desenho, preço das manutenções   Chevrolet Onix LTZ   3º Citroën C3 1.5 Tendance    Ele melhorou demais com relação à geração anterior e tornou-se uma referência do que é ser um compacto premium no segmento nacional. Bem desenhado, com itens de série exclusivos e uma maneira gentil de tratar o motorista, levaria a melhor no comparativo se o seu conjunto motriz fosse mais acertado e a manutenção não estivesse tão cara.    Pontos positivos: equipamentos de série, posição de dirigir, acabamento refinado, dirigibilidade e consumo de combustível  Pontos negativos: desempenho, engates do câmbio, manutenção cara demais e espaço traseiro acanhado     Citroën C3 1.5 Tendance   Confira, clicando nas versões abaixo, os números de teste de cada um deles.  – Publicidade –