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Testamos o Peugeot RCZ | Revista Carro

Testamos o Peugeot RCZ

Testamos o Peugeot RCZ

Existem várias formas de chamar atenção. Bem melhor do que pendurar uma melancia no pescoço, você pode comprar um cupê branco, com um leão compondo a grade dianteira. Esse carro é o Peugeot RCZ que acaba de chegar renovado ao mercado nacional por R$ 132.990 em versão única de acabamento. Tem garantia de três anos sem limite de quilometragem e revisão com preços fixos de R$ 350.

Com 1,36 m de altura, 1,84 de largura e 4,28 m de comprimento, a aparência do RCZ é de impressionar. Quem olha o cupê passando logo imagina que há um motor em V berrando, sedento por velocidade. Mas na verdade o propulsor é 4 cilindros 1.6 turbo, que gera 165 cv e 24,5 kgfm de torque. Mas saiba que para os 1.297 kg do esportivo, ele anda bem. E o melhor: é econômico.

O câmbio automático de 6 marchas deixa o cupê esperto, trocando as marchas a 3.000 rpm quando não há muito congestionamento na cidade. Se você precisar fazer uma ultrapassagem, basta pisar fundo que o câmbio logo percebe que é necessário reduzir para ganhar velocidade.

Em perímetro urbano, com tráfego intenso, as trocas de marcha ocorrem a 2.500 rpm, o que desagrada um pouco, por conta da quantidade de ruído vindo do motor. Mas o consumo, segundo nossos testes, foi muito bom: 9,5 km/l em perímetro urbano e 15,8 km/l em rodoviário, ambos com gasolina, único combustível que o 1.6 turbo aceita.

Ele conseguiu arrancar de 0 a 100 km/h em 8s4 e na retomada de 80 a 120 km/h, foram gastos apenas 5s5.

O motorista também não leva sustos no momento de frear. O esportivo precisa de 23,5 metros para parar de 80 a 0 km/h, dentro da média para um veículo que tem apenas 1.297 kg. E no teste de fading, também se saiu bem: a pior frenagem foi a primeira, que percorreu 40 metros. As outras nove ficaram abaixo desse número.

As rodas de 18” e pneus 235/45 ajudam a manter o carro equilibrado. O aerofólio móvel traseiro pode ser ajustado em duas posições. A primeira é quando o carro ultrapassa 85 km/h, momento em que o aerofólio fica inclinado em 19°. A segunda posição, se não for acionada pelo motorista por meio de um botão no console central, só será vista quando o cupê atingir 155 km/h, inclinando a “asinha” em 34°.

O Peugeot chega recheado na versão 2014, com o kit multimídia WIP NAV, com navegador integrado ao sistema, que conta com uma tela de 7” rebatível. O multimídia tem entrada USB, auxiliar e conexão bluetooth, com comando de rádio na coluna de direção.

O interior impressiona com as grossas costuras brancas no couro preto, contornando todo o painel. O câmbio e as portas têm detalhes em alumínio, dando maior sofisticação ao interior. O ar-condicionado é dual zone e digital.

É fácil achar a melhor posição para “pilotar” o esportivo, e o banco do motorista pode memorizar até duas posições. Mas para quem vai atrás, como na maioria dos esportivos, não há o que elogiar. O espaço acomoda bem apenas pessoas com menos de 1,50 m ou crianças.

Para segurança do motorista, ele pode optar por andar com o estepe ou com o kit de reparação, que tampa um eventual buraco e enche o pneumático. Sem o estepe pelo caminho, o porta-malas suporta até 321 litros de bagagem. Segundo a montadora, ainda há 30 litros adicionais sob o assoalho. Só é preciso lembrar que eles existem.

Para segurança do passageiro e carona, são de série o controle inteligente de tração (ASR), estabilidade (ESP), freios com ABS, auxílio de frenagem (AFU) e repartidor eletrônico de frenagem (REF). Para segurança passiva há quatro airbags (dois frontais e dois laterais). O capô “ativo com acionamento pirotécnico”, como define a marca, levanta 65 mm em apenas 0,1 segundo em caso de um atropelamento, por exemplo. Isso evita que o pedestre fique em contato com as partes quentes do motor.

O RCZ tem fortes concorrentes no mercado. Um deles é o Mini Coupé, que agora vem também com motor 1.6 turbo, mas entrega 211 cv e 28,5 kgfm. E tudo isso por R$ 141.950. Será que 46 cv extras valem pagar mais R$ 8.960? Depende da preferência de cada um: ter um carro com mais potência ou um que o manobrista vai fazer questão de deixar na porta do teatro quando você sair.