fbpx

Nem sempre é o que parece | Revista Carro

Nem sempre é o que parece

Nem sempre é o que parece

Apesar do logotipo bastante conhecido na grade dianteira, o Freemont ainda causa alguma estranheza por onde passa. Não por ser desconhecido, mas devido ao seu grande porte para o “padrão Fiat”, já que a marca é muito associada no país aos seus bem-sucedidos compactos.

Independentemente disso, o SUV — que tem capacidade para sete ocupantes — acaba de receber novidades em sua linha 2014. E a principal é a estreia do câmbio de 6 marchas, que substitui o anterior de 4.

Na prática, porém, o resultado não foi tão animador quanto se esperava. Afinal, na teoria, a nova caixa deveria permitir que o veículo ficasse mais silencioso, ágil e econômico. Mas, em nossos testes, o desempenho do Freemont não foi tão empolgante assim.

O consumo do motor 2.4 de 172 cv e 22,4 mkgf de torque manteve-se praticamente igual no circuito urbano ao passar de 6,4 km/litro para 6,5 km/litro. Já na estrada houve um aumento, com o SUV passando a registrar 10,8 km/litro contra 11,8 km/litro da versão anterior.

Em compensação, o novo câmbio tem funcionamento suave e as trocas de marcha não interferem no conforto — desde que o motorista conduza de maneira tranquila, é claro. Já em longos trechos em aclive, o Freemont sente a falta de mais potência no motor 2.4. Com isso, o câmbio trata de reduzir as marchas, o que nem sempre resulta em um comportamento esperado.

A falta de potência também ficou comprovada na avaliação de retomada de velocidade, na qual a nova versão obteve uma pequena melhora. Ela precisou de 14s2 para retomar de 60 km/h a 120 km/h, enquanto o antigo havia obtido 14s4.

Já na aceleração de 0 a 100 km/h, a melhora foi maior: o Freemont 2014 precisou de 12s6, contra 13s6 do modelo equipado com câmbio de 4 marchas.

Outra novidade da versão 2014 do Freemont é a tela multimídia de 8,4″ no painel, que já vem de série na versão Precision. O sistema conta agora com navegador, câmera de ré, DVD player e entrada para cartão SD, além de conexão Bluetooth, entrada MP3, USB e auxiliar. Teto solar, bancos de couro e rodas de liga leve de 19″ são opcionais.

Com os novos itens e o câmbio de 6 marchas, o Fiat Freemont evoluiu. Agora, lhe falta um motor mais moderno (e mais forte) para ele melhorar ainda mais.

Conclusão: Média Final: 7,5

Por pouco mais de R$ 100.000 é difícil encontrar um SUV que tenha tanto espaço quanto o Freemont. Mas o desempenho ainda contido e o consumo deixam o utilitário de mais de 1.700 kg em desvantagem no mercado. – Vinícius Montoia

Nossas Medições

Aceleração 0-100 km/h – 12s61

Retomada 60-120 km/h em Drive – 14s24

Frenagem 80 a 0 km/h (m) – 26,99

Consumo cidade (km/l) – 6,5

Consumo estrada (km/l) – 10,8

Ruído a 120 km/h em Drive (dB) – 66,6

Dados do Fabricante

Motor 4 cilindros, dianteiro, transversal, gasolina; Cilindrada 2.360 cm3; Potência 172 cv a 6.000; Torque 22,4 mkgf a 4.500 rpm; Câmbio automático, 6 marchas; Tração Dianteira; Comprimento 4,88 m; Largura 1,87 m; Altura 1,70 m; Entre-eixos 2,89 m; Porta-malas 580 l; Peso 1.755 kg