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Ex-presidente do BCE defende que mundo deve investir nos jovens

Ex presidente do BCE defende que mundo deve investir nos jovens

Ex presidente do BCE defende que mundo deve investir nos jovens

O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi afirmou nesta terça-feira (18) que, mesmo com o mundo vivendo a pandemia de Covid-19, é preciso investir e defender o futuro dos jovens porque privá-los disso é uma “grave desigualdade”.    A fala ocorreu durante o Encontro pela Amizade entre os Povos em Rimini, na Itália. O evento, criado em 1980, discute anualmente com líderes internacionais nos campos da economia, política e religião assuntos relevantes para melhorar o mundo.    “As dívidas criadas com a pandemia são sem precedentes e deverão ser pagas, principalmente, por aqueles que são jovens hoje. É nosso dever fazer com que eles tenham instrumentos para fazer isso vivendo em sociedades melhores que as nossas. Por anos, uma forma de egoísmo coletivo induziu governos a desviarem capacidades humanas e outros recursos em favor de objetivos com retorno político mais certo e imediato: isso não é mais aceitável hoje. Privar um jovem de seu futuro é uma das formas mais graves de desigualdade”, afirmou aos presentes.    Draghi continuou sua fala dizendo que a melhor maneira para “fazer todas as transformações” necessárias no mundo, mas que é de longo prazo, é investir na educação. O que, de maneira geral, é investir nos jovens.    “Isso sempre foi uma verdade, mas a situação atual torna imperativo e urgente um maciço investimento de inteligência e de recursos nesse setor. A participação da sociedade do futuro pedirá aos jovens, já hoje, ainda mais capacidade de discernimento e de adaptação”, acrescentou.    Líder do BCE entre 2011 e 2019, Draghi é considerado um dos principais responsáveis pela economia europeia ter conseguido se recuperar depois da grave crise financeira de 2008. E o economista italiano também lembrou disso em sua fala.    “Quando a confiança voltou a consolidar-se e, com isso, a retomada econômica, nós fomos atingidos ainda mais duramente com a explosão da pandemia. Essa ameaça não é apenas econômica, mas também afeta nosso tecido social, como já estamos vendo. Ela difunde incertezas, penaliza o emprego, paralisa os consumos e os investimentos”, pontuou.    Por conta disso, o italiano elogiou os subsídios que vem sendo dados por governos nacionais e pela União Europeia para que as pessoas “possam sobreviver” e voltou a pontuar a necessidade de dar “mais” do que o dinheiro para os jovens.    “A eles, precisamos dar mais. Os subsídios vão acabar e haverá a falta de uma qualificação profissional, que pode sacrificar a sua liberdade e a sua renda futura”, disse ainda aos presentes.    .   

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