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Novo V40 enfrenta os rivais | Revista Carro

Novo V40 enfrenta os rivais

Novo V40 enfrenta os rivais

Competidores

BMW 118i: R$ 106.950 é o preço da versão equivalente à configuração básica do novo Mercedes-Benz Classe A. Conta com motor 1.6 turbo e câmbio de 8 marchas.

Por quê? BMW e Mercedes-Benz mantêm uma rivalidade acirrada em todos os segmentos, e o 118i não deixará a vida fácil para o Classe A. Atributos para iss ele tem.BMW 118iCitroën DS4: Por R$ 99.965, o Citroën DS4 encara os demais concorrentes com ótimo custo=benefício e somente um opcional: a pintura metálica.

Por quê? Mesmo não possuindo muita tradição nesse segmento no país, o DS4 tem duas importantes ferramentas para se destacar: visual atraente e o melhor custo-benefício.

Citroën DS4

Mercedes-Benz Classe A 200: O Mercedes Classe A é a nova sensação da marca e chega ao Brasil custando a partir de R$ 99.990, com a meta de conquistar os jovens.

Por quê? Da primeira versão o novo Classe A herdou apenas o nome. Com motorização e concepção modernas, ele quer atrair novos consumidores no Brasil.

Mercedes-Benz Classe A

Volvo V40: A novidade marcar sueca é a mais cara do quarteto: parte de R$ 115.950, mas, entre seus itens de série e opcionais, reúne o que a Volvo tem de mais moderno.

Por quê? A missão do V40 é reunir a tradição em tecnologia e segurança da marca em um pacote mais atraente para o público em geral.

Volvo V40

O que BMW 118i, Citroën DS4, Mercedes Benz Classe A 200 e Volvo V40 têm em comum? Eles são hatches luxuosos de entrada, utilizam motor turbo, têm preços na faixa de R$ 100 000 e são carros globais. Mas, acima de tudo, querem ocupar uma vaga na sua garagem. Os quatro são modelos com pouco a se criticar, contudo, suas propostas são diferentes e cada um usa um argumento para conquistá-lo.

O que lhe agrada mais? Um veículo com características esportivas, um modelo com forte apelo visual, um carro jovial ou um com maior tecnologia embarcada? A escolha não é fácil, mas, a seguir, você encontrará informações que o ajudarão a optar pelo mais adequado ao seu gosto.

Se a nova geração do BMW Série 1 já não é novidade no nosso mercado — ele foi lançado por aqui em março de 2012 —, não se pode dizer o mesmo dos demais rivais deste comparativo. O Citroën DS4 desembarcou por aqui em fevereiro, o Mercedes-Benz A 200, em maio, e agora em junho a Volvo começa a buscar seu espaço no segmento com o V40.

Bonitos todos são. Além de assumir a forma de dois volumes, o desenho do A 200 passa a sensação de modernidade e ousadia a qualquer um que o admire. Alguns observam como o hatch mudou e evoluiu em relação à geração anterior, lançada na Europa em 1997 e fabricada no Brasil entre 1999 e 2005. Mas essa é uma questão óbvia: nenhum veículo desse nível manteve-se inalterado nos últimos anos. E, nitidamente, a marca da estrela de três pontas se esforçou muito no desenvolvimento desse novo Classe A.

Um legitimo Mercedes-Benz desenvolvido para o público jovem

O Mercedes-Benz só não chamou mais atenção nas ruas do que o Citroën DS4, cujo desenho “musculoso” e com linhas ousadas dá a sensação de que se trata de um veículo maior do que ele realmente é — e os detalhes cromados nas laterais, traseira e dianteira garantem seu brilho em qualquer situação, enquanto o conjunto de rodas de aro 18” (16” no BMW e Mercedes, e 17” no Volvo, considerando os modelos de entrada) torna-o o mais distinto do grupo.

As formas mais conhecidas e discretas do BMW 118i chamam menos a atenção, enquanto o V40 aparentemente foi esculpido para romper de vez com a ideia de que a marca sueca produz veículos que agradam somente os mais conservadores: com linhas contemporâneas, ele pode ser chamado de qualquer coisa, menos de clássico.

Espaço interno não é o ponto forte de nenhum desses quatro hatches. Neles, o motorista e o passageiro dianteiro viajam mais bem acomodados. Quem ocupar o banco traseiro será menos bem acolhido no BMW, embora a situação não seja muito melhor nos demais concorrentes. Se levarmos em conta o espaço nos bancos dianteiros e traseiro, aproveitamento da área interna e o porta-malas, o Classe A se mostra o mais versátil do comparativo. Nesse quesito, ele só fica devendo em ergonomia para quem entra e sai do banco traseiro. A situação mais curiosa para quem ocupa o banco de trás, no entanto, foi criada pela Citroën, no seu DS4.

A marca francesa optou por uma solução curiosa, pois os vidros das portas traseiras são fixos. Além disso, não há saída de ventilação/ar-condicionado exclusiva na traseira. Em um país com regiões onde as temperaturas médias costumam ser altas, como o Brasil, isso pode significar desconforto para quem viaja no banco de trás, especialmente se o veículo ficar estacionado por algum tempo sob o sol. Tem mais: as portas traseiras do DS4 possuem uma enorme saliência (veja foto), o que exige atenção na simples operação de entrar ou sair do carro.

Em função do desenho, a porta traseira do hatch move uma grande saliência que pode colidir com os desavisados

Embora munido de diversos atributos, o modelo com o saldo menos favorável, de um modo geral, foi o Volvo. Seu interior revestido de couro cria um ambiente agradável para os ocupantes, o painel de instrumentos digital permite mudanças em seu visual, a tecnologia Volvo On Call (que permite que o proprietário visualize informações sobre o modelo em seu smartphone, além de se conectar com uma central em casos de emergência) é um destaque, o sistema de som tem reprodução de altíssima qualidade e até mesmo a espessura do seu volante é muito agradável para o motorista.

Todavia, o V40 fica para trás quando a análise se estende ao aspecto financeiro. Custando R$ 115.950, ele não pode ser considerado mal equipado de série, mas apresenta relação custo-benefício inferior perante seus concorrentes. A situação se complica quando se sabe que seus maiores atrativos tecnológicos e de segurança, como airbag para pedestres, sensor de pedestres, faróis de xenônio, GPS, câmera traseira de estacionamento, sistema de detecção de veículos em pontos cegos, controlador de velocidade adaptativo, entre outros itens, são vendidos separadamente em três pacotes. Juntos, eles somam R$ 37.000, o que eleva o preço do modelo para consideráveis R$ 152.950.

O motor 2.0 de 5 cilindros do V40 emite um ruído agradável para quem gosta de dirigir, mas mostrou-se apenas mediano em desempenho e consumo de combustível. Na hora de manobrar, o seu grande diâmetro de giro de 12,7 m (10,9 m no 118i e 10,7 m no DS4) acaba dificultando a vida do condutor, enquanto a suspensão, em conjunto com as rodas de liga leve aro 17” e pneus 225/45, forma um conjunto notavelmente firme, ótimo para conduzir em vias bem pavimentadas. Porém, nas ruas esburacadas de São Paulo, o V40 foi quem mais sofreu (e fez seus ocupantes sofrerem) em vias malconservadas. Assim, o sueco terminou na quarta colocação, apesar de todas as suas virtudes.

A pontuação próxima obtida entre os concorrentes mostra como os modelos deste comparativo apresentam muitas qualidades, apesar de terem almas diferentes. No caso do Classe A 200 Style (R$ 99 900), o maior benefício é o equilíbrio de suas características: ele não foi brilhante em nenhum quesito isolado, mas, em compensação, também não obteve notas insatisfatórias.

Motor 1.6 turbo do A 200 entrega 156 cv

O motor 1.6 16V turbo e o câmbio robotizado de dupla embreagem 7G-DCT do Classe A o deixaram empatado com o DS4, embora o A 200 tenha se saído melhor nas retomadas e sido mais econômico no consumo em relação ao francês. Citroën e Mercedes também dividiram as melhores marcas de frenagem vindo de 120 km/h, parando em 55 m, ou 11 m a menos que os rivais.

Além da maior versatilidade citada anteriormente, o A 200 Style oferece custo-benefício razoável para a versão de entrada. Ele entrega um rodar mais confortável em relação ao Volvo, um interior que segue o padrão Mercedes-Benz de qualidade, borboletas para as trocas de marcha junto ao volante e controlador de velocidade de cruzeiro, entre outros. Dois detalhes chamam a atenção nele: a pequena — e inusitada — alavanca do câmbio localizada na coluna de direção, que proporciona uma área livre no console, e a tela do sistema de áudio saliente, que, para alguns, lembra um tablet, ou um típico GPS portátil, para os críticos mais severos.

O A 200 conta com um motor um pouco ruidoso nas acelerações, e não é cansativo dirigi-lo por muitas horas. A terceira colocação do Mercedes-Benz reflete um projeto harmonioso e maduro, mas que não oferece qualquer “extravagância” para o proprietário.

Considerando as versões básicas desses hatches, o Citroën DS4 conquistou um notável segundo lugar no comparativo, em função do seu custo-benefício imbatível. Por R$ 99.970, ele é o mais acessível do grupo e, além de itens como ar-condicionado, direção hidráulica, freios com ABS, controle de tração e estabilidade e seis airbags (dianteiros, laterais e de cortinas), oferecidos pelos demais concorrentes, ele se destaca aos olhos do consumidor com revestimento interno de couro, airbag para joelho do motorista, ar-condicionado digital de duas zonas, faróis bixênon, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, GPS integrado ao painel, entre outros. Ele só deve o sistema start-stop, presente nos demais concorrentes.

Motor do DS4 não toca as emoções do condutor

A tecnologia que desliga o motor quando o veículo encontra-se parado, por sinal, seria uma importante aliada para o Citroën, uma vez que ele se mostrou o veículo com consumo mais elevado: atingiu 7,1 km/litro em ciclo urbano e 12,9 km/litro em rodovias. Como comparação, o BMW 118i obteve o primeiro lugar nessa prova, com médias de 9 km/litro e 15,1 km/litro, respectivamente.

O DS4 não se destaca pelo prazer de dirigir, mas também revelou ser um veículo dinamicamente correto: ele anda bem, seu motor 1.6 16V tem bastante força em baixas rotações, mas não toca as emoções do condutor. Apesar das rodas de aro 18” com pneus 225/45, a suspensão é bastante confortável.

Desses hatches de luxo, o BMW 118i (R$ 106.50) é, indiscutivelmente, o modelo menos sofisticado em termos de itens de série e comodidade aos seus passageiros. Embora muitíssimo bem construído, seu interior tem design relativamente simples e oferece o segundo menor porta-malas deste comparativo — por uma diferença ínfima de 7 litros. Quem procura um veículo visualmente deslumbrante ou com o melhor custo-benefício pode voltar a atenção para os três outros hatches deste comparativo, que a satisfação será garantida.

Mas o 118i não é um modelo perdido no meio dessa turma. Muito pelo contrário, ele tem diversas virtudes, muitas das quais os números não podem exibir com precisão. Nele, se sente em casa o motorista que aprecia conduzir e interagir com o carro. O motor 1.6 16V de 170 cv e 25,5 mkgf de torque é muito elástico (gera força abundante em baixas e médias rotações, além de boa potência em altos giros) e conta com o eficiente câmbio automático de 8 marchas com borboletas para trocas no volante. Além de permitir que o 118i tenha obtido a melhor colocação em todas as provas de desempenho, o conjunto motriz também obteve o menor consumo de combustível deste comparativo.

BMW 118i

Enquanto o Citroën DS4 e o Mercedes–Benz Classe A foram mais convidativos a dirigir de forma mais calma e confortável, no BMW 118i, o motorista precisará manter a atenção constantemente para se manter sempre dentro dos limites de velocidade permitidos.

Em conjunto com o sistema de suspensão, cujo projeto permite ótimo nível de conforto sem sacrifi car a dirigibilidade, a tração traseira proporciona estabilidade e segurança ao hatch, tanto quanto os concorrentes, mas com respostas divertidas quando provocado.

Na hora de se acomodar ao volante do 118i, o motorista encontra as mesmas opções de regulagem de distância e altura do volante e altura do banco existentes nos rivais. Porém, no BMW é possível encontrar posição de dirigir mais baixa, normalmente apreciada por quem busca melhor conectividade com o veículo para uma condução esportiva.

O seguro mais em conta para o 118i (R$ 4.302) em relação ao DS4 (R$ 6.080) e ao A 200 (R$ 6.032) também joga a seu favor — ainda não há cotação disponível para o V40.

Fatores como a efi ciência dinâmica do 118i, lista de itens de série razoável e prazer ao dirigir colocam o BMW 118i em primeiro lugar neste comparativo. A questão é: esclarecidas as personalidades de cada um — que envolvem os seus benefícios e desvantagens —, qual deles merece a vaga da sua garagem?

Nossa Conclusão

O BMW 118i ganhou por uma pequena margem frente aos rivais

1º BMW 118i – Média Final: 7,5

A Vitória do BMW 118i foi apertada. Ele é mediano em quesitos como custo-benefício e espaço interno, não oferece o visual mais empolgante e também não é o modelo mais acessível desde comparativo. O responsável por colocá-lo na primeira colocação foi seu conjunto dinâmico, disparadamente o mais equilibrado. O 118i tem o melhor desempenho, é o mais econômico e oferece mais prazer ao dirigir, sem deixar de entregar o básico.

Pontos positivos: Dirigibilidade, desempenho, suspensão e consumo Pontos negativos: Itens de série, sensação de simplicidade, espaço interno

2º Citroën DS4 – Média Final: 7,4

A conquista do segundo lugar pelo Citroën DS4 foi uma surpresa, visto que a marca francesa não tem tradição nesse segmento no mercado brasileiro. O hatch apresenta defeitos de projeto inconcebíveis, como o desenho da porta traseira que pode atingir alguém que a abrir por fora. Por outro lado, seu estilo agrada, o desempenho é justo, seu preço é o mais acessível do comparativo e a lista de itens de série é a mais completa.

Pontos positivos: Custo-benefício, design, preço Pontos negativos: Consumo, seguro, acomodação no branco traseiro

3º  Mercedes-Benz Classe A 200 – Média Final: 7,3

O Classe A tem o auxílio do fato “novidade no mercado”, mas sua concorrência não é fácil. Ainda assim, a terceira posição não ofusca o brilho desta estrela. Sua lista de itens de série é honesta, o desempenho é bom, e ele ainda oferece o status de ser um moderno Mercedes-Benz.

Pontos positivos: Motor e câmbio, suspensão, acabamento Pontos negativos: Seguro, acesso ao banco traseiro

4º Volvo V40 – Média Final: 7,3

Apesar de diversas qualidades pontuais e qualidade na construção, o Volvo V40 não oferece o mesmo balanço que seus rivais. Seu preço é o mais elevado, enquanto a maior parte das tecnologias e avançados recursos de segurança são oferecidos em (custosos) pacotes opcionais.

Pontos positivos: Acabamento interno, painel, tecnologia Pontos negativos: Preço, pacotes opcionais caros, suspensão