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Mercedes CLA 250 encara o BMW 328i | Revista Carro

Mercedes CLA 250 encara o BMW 328i

Mercedes CLA 250 encara o BMW 328i

Competidores: 

BMW 328i: Um dos modelos mais bem-sucedidos da marca, foi renovado ano passado e já está à venda no Brasil. Atualmente o 328i parte de R$ 177.750.

Por quê? É a versão intermediária do Série 3 e rival direto para o CLA 250. Conta com um moderno e eficiente conjunto motor e câmbio. 

O 328i é a versão intermediária do Série 3 e já é oferecido no Brasil

Mercedes-Benz CLA 250: Marca a interessante entrada da marca alemã em um segmento abaixo do Classe C (que será renovado em 2014). Conta com desgin moderno e atraente. 

Por quê? A nova família oriunda da Classe A tem a clara missão de conquistar novos clientes para a Mercedes-Benz com uma oferta de produtos arrojados e mais acessíveis, trabalho inaugurado pela opção hatch. 

O CLA está previsto para desembarcar no país até o fim deste ano

Não é de bom tom abandonar bons inimigos. Desde os tempos do E30, o BMW Série 3 competia apenas com o Mercedes 190, e a partir de 1993, com os Classe C. Agora isso acabou? Sim, diz a Mercedes, pois a próxima geração do Classe C será reinventada. Ele será maior e mais confortável, passando a ocupar um nível acima do dinâmico Série 3. A este, caberá enfrentar o novo CLA. 

No que diz respeito à opinião pública, o cupê de 4 portas já ganhou. A cada parada para reabastecer e tirar fotos, o CLA recebia muitos elogios com relação ao espaço, o que relativizou a minha primeira impressão. E é preciso muita ousadia para um descendente do Classe A de tração dianteira competir com um Série 3, mesmo que este não traga tudo o que se espera de um médio esportivo.

Em compensação, o BMW oferece agilidade, conforto e espaço satisfatório. Ele acomoda confortavelmente quatro passageiros, apesar do motor longitudinal grande e da tração traseira. Motorista e passageiro dianteiro ficam bem instalados na cabine. Adultos entram facilmente pelas portas traseiras e se acomodam no banco traseiro sem maiores problemas.

O CLA não consegue transformar as vantagens do conceito compacto de tração dianteira com motor transversal em uma melhor oferta de espaço. Com o aumento de 33,8 cm no comprimento em relação ao Classe A destinado totalmente ao terceiro volume, o cupê de 4 portas deixa a desejar. Motorista e passageiro ficam numa posição um pouco elevada, enquanto o teto do carro é baixo. Nos confortáveis bancos esportivos, apenas o encosto de cabeça integrado incomo-da, pois “empurra” a cabeça à frente. As janelas pequenas não oferecem muita sensação de amplidão.

Além disso, o banco traseiro é curto e muito inclinado. O teto baixo reduz o espaço de tal forma que apenas crianças conseguem se sentar lá — pelo menos enquanto ainda não idolatram Justin Bieber. Menos mal que no Mercedes, assimomo no BMW, é possível instalar dois assentos para criança ali com facilidade.

No entanto, o Série 3 começa a disputa em desvantagem. No que diz respeito aos dispositivos de segurança, ele não atinge o elevado nível do CLA, que oferece progra-ma de assistência para manter ou mudar o carro de faixa, controlador de velocidade de cruzeiro adaptativo, sistema de frena-gem de emergência, monitor de atenção do motorista, airbags laterais traseiros e para os joelhos do motorista.

Além da segurança, o CLA tem na di-nâmica o seu principal destaque. Por isso, ele foi para o teste na confiuração AMG com suspensão esportiva e rodas de 18”. E, de fato, ele superou signifiativamente o Série 3 na avaliação. No entanto, apresenta, como as outras versões esportivas da Classe A, uma traseira bastante solta e não tende ao sobre-esterço apenas nas mudanças de faixa, nas quais o ESP intervém tardiamente. Com relação à tração dianteira, o BMW continua implacável, mas os benefícios da tração traseira não se expressam em valores medidos.

E na estrada? Lá fora, no alto dos Alpes, onde os dois carros vermelhos apostam corrida, o BMW entra corajosamente nas curvas, se mantém neutro após um leve subesterço e com um rápido rugido do motor é persuadido a sair com a traseira da curva. Dependendo de qual dos quatro modos de condução é selecionado, isso ocorre com uma tolerância maior do ESP. Mas, mesmo no nível de segurança mais elevado, o dirigir é preciso e ágil, gra-ças à direção de respostas precisas.

O CLA é diferente, mas igualmente en-tusiasmado, mais enérgico e mais ambi-cioso em curvas. Com uma direção mais “isolada”, ele não transmite uma sensação tão real de condução. Se o CLA oferece tudo — suspensão esportiva, rodas de 18” —, no dirigir ele é tão bom quanto o BMW.

A BMW também focou a dinâmica no teste do 328i, incluindo desde as rodas de 18”, passando pelo Servotronic, até a sus-pensão adaptativa, sempre acompanha-da de um rebaixamento de 10 mm. Com a atuação de seus amortecedores variáveis, o Série 3 oferece um conforto  constante à viagem. Em plena carga, no entanto, na posição de conforto ele tende a balançar em ondulações, e nas imperfeições mais pronunciadas a suspensão se mostra, às vezes, um tanto bruta. Uma pequena falha em comparação com o CLA.

Mesmo sobre pequenas irregularidades, o BMW treme, sobre falhas transversais na estrada ele balança e salta sobre longas ondulações, que resultam em choques que atingem principalmente os passageiros do banco traseiro, pois a suspensão traseira multibraço trabalha com menos tolerância do que a McPherson dianteira. A suspensão padrão do CLA elimina os impactos mais violentos, mas também prejudica um pouco a condução.

O Mercedes não consegue compensar os pontos fracos da suspensão com seu motor econômico. Como todos os mo-tores a gasolina dos Classe A e B, o 4 ci-lindros turbo pertence à família M270. O propulsor de alumínio conta com 211 cv na versão de maior cilindrada e potência. Com a força de seu torque, ele impulsiona com entusiasmo o cupê, e se contenta com um consumo médio de 11,4 km/litro. A Mercedes combina o motor 2.0 exclusivamente com um câmbio robotizado de dupla embreagem e 7 marchas, agora uma combinação harmoniosa, pois os engenheiros têm melhorado significativamente essa caixa desde a sua estreia na Classe B, no final de 2011.

A troca de marchas ocorre de forma rápida e fluida. Mas, se você achar o modo Eco muito lento ou o Sport muito rápido, pode comandar as mudanças por meio da alavanca, sem problemas.

No 328i, o câmbio automático tem custo adicional de 200 euros, porém a caixa trabalha as suas 8 marchas com precisão e rapidez, fornecendo o modo adequado para viagens lentas ou rápidas, fazendo com que a intervenção manual pareça desnecessária. O 328i consome um pouco mais do que o CLA, mas consegue uma média de consumo igualmente boa. Seus 34 cv a mais proporcionam um de-sempenho melhor, além disso, o motor turbo de dupla voluta trabalha com mais en-tusiasmo, o que nos mostra mais uma vez para onde todo o downsizing do turbo de 4 cilindros nos levou — à razão, mas nem sempre a sorrir. Teríamos que falar ainda sobre dinheiro para descobrir que ambos são caros, o BMW Série 3 custa apenas um pouco a mais.

No finaldas contas, o BMW levou a melhor no embate, graças, principalmente, à sua suspensão adaptativa, que concilia muito bem conforto e esportividade, além de proporcionar excelente desempenho. No Mercedes não há nada parecido, nem mesmo como opcional.

 

Nossa Conclusão 

1º BMW 328i 

Na categoria dos médios, ainda não tem para ninguém, o representante da marca bá-vara segue como a referência a ser batida. Também pudera, nenhum outro automóvel desse segmento consegue reunir com tanta felicidade espaço adequado, conforto para quatro adultos, tecnologia e uma dirigibilidade exemplar no mesmo veículo. Como se não bastasse, o Série 3 ainda desfruta de um status muito grande em qualquer mercado, mesmo sendo o veículo de entrada da marca no universo dos sedãs (o Série 1, lembre-se, é disponível apenas nas confiurações hatch e cupê). Assim, a estratégia da Mercedes de promover o Classe C a um novo patamar e escalar o CLA para enfrentar o BMW foi, no mínimo, arriscada.  

2º Mercedes-Benz CLA 250 

Pelo seu porte, o CLA deveria custar menos, mas como se trata de um legítimo Mercedes-Benz, o preço acaba se justificando. Para tanto, o cupê de 4 portas oferece acabamento impecável, desempenho mais do que adequado e muita tecnologia embarcada. Pena que deixe a desejar em termos de espaço disponível (principalmente para os ocupantes do banco traseiro) e porta-malas. Já o motor superalimentado de 4 cilindros oferece desempenho e economia de combustível, mas, mesmo assim, não é capaz de arrancar suspiros de admiração dos aficionados.