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Me dê um L! | Revista Carro

Me dê um L!

Me dê um L!

Então lá estava ele, rodeado de alguns convidados para o seu lançamento. Me aproximo para conferir a conversa: “Ele me agrada, principalmente a dianteira, com seus faróis circulares que lembram a frente do 500”, diz um. “A visibilidade também parece ser ótima”, elogia outro, vestindo tênis, jeans e paletó.

“Bem”, resmunga um sujeito com ar cético metido num terno elegante: “ele parece mais um MINI Countryman, e as rodas se perdem completamente dentro dos para-lamas enormes”, observou, enquanto uma jovem senhora apreciava os para-choques contrastantes.

Enquanto isso, outros convidados já estão mais adiantados, e examinam a cabine decorada com um colorido moderno, mas de estrutura limpa, procuram os 22 compartimentos, se acomodam nos bancos traseiros estreitos e os empurram 15 cm para frente e para trás. Dependendo do ajuste, o volume do porta-malas varia entre 343 e 400 litros.

Uma tampa rígida permite separar xícaras de porcelana, por exemplo, da bagagem pesada, e cria, se necessário (e com os bancos traseiros dobrados) uma área de carga plana (1 310 litros). Os assentos se dobram com alguma dificuldade e não ficam totalmente planos. Uma falha, que o gerente de produto da Fiat justifica observando que com a adoção de uma terceira fileira de bancos a tarefa ficará mais fácil. Ou seja, a versão de sete lugares será lançada mesmo.

Orgulhoso, o gerente também apresenta a sua máquina de café expresso de 12 V no console central. Respeitamos ambos, mas nos perguntamos: o que fazer depois com as cápsulas de café usadas?

Resumindo: o 500L de 4,15 m de comprimento agita os ânimos, oferece muito espaço e pode ajudar a tirar a Fiat da triste situação causada pela ameaça de fechamento de fábricas e paralisação das linhas de produção. Dentro do carro, o sol aquece a cabeça, o olhar vai para frente e para cima. Uau, que sensação de espaço! As janelas grandes e um teto de vidro de 1,5 m2 (opcional) tornam isso possível.

Interessante também é a gama de motores. Uma das opções é um turbodiesel de 85 cv, que demora intermináveis 14s9  para acelerar o 500L até 100 km. Em compensação, o seu consumo médio é de impressionantes 23,8 km/litro! E isso mesmo sem contar com uma 6ª marcha.

Já o motor bicilíndrico turbo, com uma média de 20,8 km/litro não é (ao menos no papel) o mais sedento. Com 875 cm3, o motor TwinAir a gasolina é capaz de gerar 105 cv. No entanto, o funcionamento agitado do motor mexe com os nervos, e o torque, disponível em uma faixa de giros  muito pequena, acaba exigindo muitas mudanças de marcha. Menos nervoso é o silencioso motor 1.4 a gasolina de 95 cv. Se necessário, ele tem prazer em aumentar os giros e não se pode dizer que ele entregue um desempenho ruim.

Como o 500L 1.4 16 V conta com um preço básico de 16 000 euros, ele é, provavelmente, a melhor opção dentro da gama e merece uma avaliação à parte.

O que chama a atenção é a suspensão relativamente firme, mas não muito dura, assim como a direção um pouco lenta, típica dos Fiat. Aqui, os italianos, infelizmente, não oferecem grandes novidades.

Mas a história da gama 500 ainda promete, pois em 2013 serão lançados não só um motor diesel mais potente e o 500XL de seis lugares, como já mencionado, mas também um 500 Crossover.

Fiat 500L 1.4 Motor 4 cilindros em linha, dianteiro, transversal; Cilindrada 1.368 cm³; Cabeçote 4 válvulas por cilindro; Potência 95 cv a 6.000 rpm; Torque 12,9 mkgf a 4.500 rpm; Câmbio manual, 6 marchas; Tração dianteira; Rodas liga leve, 15″; Suspensão dianteira tipo McPherson; Suspensão traseira eixo de torção; Comprimento 4,15m; Largura 1,78m; Altura 1.66m; Entre-eixos 2,61; Porta-malas 343/400 litros; Peso 1.245 kg