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Presidente pode trocar líder para ter homem de confiança na Educação – Prisma – R7 Christina Lemos

Presidente pode trocar líder para ter homem de confiança na Educação   Prisma   R7 Christina Lemos

Presidente pode trocar líder para ter homem de confiança na Educação Prisma R7 Christina Lemos

Major Vitor Hugo é nome forte para assumir o MEC

Major Vitor Hugo é nome forte para assumir o MEC

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cogita nomear o atual líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), como novo ministro da Educação. A aposta seria que o político teria papel importante em apaziguar as alas militar e ideológica, além de melhorar a relação do Planalto com o Congresso Nacional.

A intenção, segundo fontes do governo é encontrar para o MEC uma solução como tem sido o papel desempenhado pelo general Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde. Já que as tentativas de encontrar um nome técnico não deram o resultado esperado, o jeito é apostar em alguém com o perfil político.

Entre os pontos positivos de Vitor Hugo estão o currículo irretocável e o fato de ser uma pessoa da estrita confiança de Jair Bolsonaro e seus filhos. Lembrando que o deputado é de carreira militar. Seria mais um militar ganhando destaque no Governo com a missão de apaziguar a crise. 

O cargo de titular da Educação está vago há pouco mais de duas semanas, quando o Abraham Weintraub foi exonerado. O primeiro escolhido como substituto foi o professor Carlos Alberto Decotelli da Silva. Mas o nome do economista foi alvo de  polêmica antes mesmo da nomeação oficial. O reitor da Universidade de Rosário, na Argentina, negou que o professor tivesse certificado de doutorado pela instituição, e a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, forneceu informação semelhante em relação ao pós-doutorado que Decotelli informava ter.

Além disso, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou que investigaria suposto plágio em sua tese de mestrado e que ele não atuou como professor fixo, informações que foram negadas por Decotelli.

Na sequência, foi a vez do nome Renato Feder, atual secretário de educação do Paraná, sofrer resistência de aliados próximos a Jair Bolsonaro e de parte da base eleitoral do presidente. 

Além de ser uma indicação elogiada por alguns adversários políticos de Bolsonaro, pesou o fato de Feder não estar ligado à ala militar nem ao grupo ideológico que cercam o presidente, causando bombardeios de ambos os lados.