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Líder acredita que Câmara chegará a consenso para adiar eleições – Prisma – R7 R7 Planalto

Líder acredita que Câmara chegará a consenso para adiar eleições   Prisma   R7 R7 Planalto

Líder acredita que Câmara chegará a consenso para adiar eleições Prisma R7 R7 Planalto

Na imagem, líder do Podemos na Câmara, o deputado federal Léo Moraes

Na imagem, líder do Podemos na Câmara, o deputado federal Léo Moraes

Divulgação Léo Moraes(Podemos-RO)

Líder do Podemos na Câmara, o deputado federal Léo Moraes articula para a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 18/2020, que adia as eleições municipais de 2020, e acredita que a Casa chegará em consenso ainda nesta semana.

“O que eu tenho observado é que parlamentares de certos partidos que se opõem ao adiamento se manifestaram a favor da proposta nos últimos dias. Então está construindo um consenso”, disse ao R7 Planalto.

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A matéria enfrenta resistência na Câmara dos Deputados principalmente por parlamentares ligados ao Centrão, grupo informal composto por pelo menos oito partidos.

“Eu lamento que isso esteja acontecendo, porque isso acaba sendo pano de fundo para outros interesses. Parte do Centrão mais fisiológica tentando enfiar goela abaixo e resistindo, por exemplo. A questão é que estão esquecendo o cerne desse debate, que é a questão sanitária”, argumenta Moraes.

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Uma articulação feita pelo presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), no entanto, avança para a aprovação do texto. O possível abastecimento dos cofres das prefeituras por meio do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e a inserção de propaganda partidária em rádio e televisão são vistas como soluções para o impasse. As duas medidas agradam parlamentares do Centrão.

Confira, abaixo, os principais pontos da entrevista com Léo Moraes:

O Senado aprovou na última semana o adiamento das eleições para 15 e 29 de novembro. O tema, no entanto, enfrenta resistência na Câmara. O senhor é favorável. Como vê essa resistência?

Eu lamento que isso esteja acontecendo, porque isso acaba sendo pano de fundo para outros interesses. Parte do Centrão mais fisiológica tentando enfiar goela abaixo e resistindo, por exemplo. A questão é que estão esquecendo o cerne desse debate, que é a questão sanitária.

Eu participei de reunião com (Luís Roberto) Barroso, (Edson) Fachin, infectologistas de todo o país, e invertiam que essa data fosse adiada. Eu protocolei uma PEC que estabelecia a data de 6 de dezembro para o primeiro turno e 20 de dezembro para o segundo turno, podendo ser antecipado a partir de decisão do TSE. Então, continha esse gatilho de antecipação.

O presidente do Senado decidiu colocar a PEC e eu sou favorável. E torço para que políticos não façam política para manutenção de currais eleitores e votem pelo adiamento das eleições.

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O senhor é autor de um pedido feito ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o adiamento das eleições para dezembro. Na Câmara, projetos do mesmo tipo também foram protocolados. A Casa irá analisar a própria proposta ou analisará o texto enviado pelo Senado?

Eu acredito que iremos dar seguimento ao texto aprovado pelo Senado. Caso contrário, seria mais tempo perdido.

São necessários, ao menos, 308 votos para a aprovação do adiamento das eleições. Como está a articulação nesse sentido? Quantos votos o senhor acredita que já tem?

Não há ainda uma quantidade clara de votos. O que eu tenho observado é que parlamentares de certos partidos que se opõem ao adiamento se manifestaram a favor da proposta. Então está construindo um consenso. A ideia não é brigar, apontar dedo. Pelo contrário, é mostrar que podemos salvar vidas. Nós devemos ter cuidado com as pessoas antes de qualquer projeto político pessoal.

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Outra proposta que é analisada pela Câmara é a possível retomada de propagandas partidárias no rádio e televisão. Como o senhor vê essa ação? É favorável?

Não concordo. Essa proposta não traz evolução, inclusive, traz perdas para o processo eleitoral. Essa ideia só permitirá que os coronéis, os mesmos líderes, mantenham a hegemonia em seus currais partidários.