fbpx

Dólar tem dia de forte volatilidade, mas fecha quase estável

Dólar tem dia de forte volatilidade, mas fecha quase estável

Dólar tem dia de forte volatilidade, mas fecha quase estável

O dólar fechou perto da estabilidade ante o real nesta quinta-feira, mas não sem antes experimentar intensa volatilidade, em sintonia com o vaivém de preços em outras praças, reflexo de persistentes dúvidas de investidores sobre a pandemia e seus efeitos econômicos.

saiba mais

12/02/2018. REUTERS/Jose Luis Gonzalez 12/02/2018. REUTERS/Jose Luis Gonzalez Foto: Reuters

O dólar interbancário teve variação positiva de 0,06%, a 5,3278 reais na venda.

A moeda começou o dia em alta de 1%, perdeu fôlego até bater a mínima da sessão por volta de 10h15. Depois retomou pique, alcançou novo pico no meio da tarde para na sequência voltar a ceder terreno.

A cotação oscilou entre alta de 1,06% (para 5,381 reais) e queda de 1,07% (a 5,2675 reais).

Na B3, o dólar futuro tinha baixa de 0,18%, a 5,3400 reais, às 17h02.

O aumento de casos de coronavírus em alguns Estados norte-americanos, o anúncio por outros Estados dos EUA de restrições a viajantes dessas regiões e ruídos do lado comercial entre EUA e Europa mantiveram investidores na defensiva, com incertezas sobre se a recuperação econômica pós-pandemia será de fato rápida como se espera.

A expectativa de acelerada retomada dos negócios embasou o rali de mercados de risco nas últimas semanas.

No Brasil, perspectivas sombrias para a economia e as contas públicas também pesam, diminuindo a atratividade do real.

Estrategistas do Bank of America disseram em nota que muitos investidores com os quais conversaram estão vendidos em juros de curto e médio prazos, com “menos convicção de assumirem posição comprada em real na margem” e que há uma “clara” preferência por peso mexicano ante real devido aos riscos políticos no Brasil e das crescentes incertezas fiscais.

Dados da CFTC, agência do governo dos EUA que regula mercados de futuros e opções, mostram que especuladores sustentaram ao fim da semana passada, segundo dados mais recentes, posição líquida comprada em peso mexicano no montante de 22.106 contratos. Já com relação ao real a posição líquida era vendida (ou seja, apostando na queda da divisa brasileira) em 12.470 contratos.

O real perde 9,8% ante o peso mexicano em 2020.

O México cortou os juros para 5% nesta quinta-feira, com incertezas sobre o espaço para mais reduções. Já no Brasil a taxa Selic está em 2,25% ao ano, e mais cedo o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou que ainda há espaço para atuação via política monetária.

Sobre o câmbio, Campos Neto reconheceu que a volatilidade no Brasil está um pouco maior, mas afirmou que isso não significa que está piorando consistentemente.

A volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses –uma medida do grau de incerteza sobre a taxa de câmbio– estava em 20,8% ao ano nesta quinta, de longe a mais alta entre as principais divisas emergentes. A volatilidade implícita para o peso mexicano estava em 16,3%.

Veja também:

BC corta Selic para 3% ao ano

Reuters Reuters – Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.

  • separator
  • 0
  • comentários